quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

NESTA DÉCADA, VISITEI A EXPOSIÇÃO DO ACERVO DO DR. LOURIVAL BEZERRA, DE SAUDOSA MEMÓRIA E ESCREVI A RESENHA ABAIXO PUBLICADA NUM JORNAL. EI - LA!


HOMENAGEM A DR. LOURUVAL BEZERA
Lúcia Helena Pereira


Estive na abertura da exposição - “Memórias Fotográficas” - do Dr. Lourival Bezerra, pela passagem do seu 80º aniversário de nascimento. Vi, em tudo, um culto de amor, de fidelidade ao passado e de homenagem a um homem que se fez história, não só de ontem, mas para todas as gerações.
Foi com rica emoção que observei todo o preciso acervo deixado por ele e, meticulosamente guardado e catalogado pela amorosa filha, tal uma jardineira cuidadosa abrindo o seu jardim secreto, como oferendas a um altar. O altar da homenagem filial.
A devoção está em cada objeto exposto, em cada documento, mostrando toda a grandeza de um homem que se fez digno pelo seu caráter, pelos gestos de sua própria e inconsútil humanidade, pela bela trajetória de vida que Zelma Bezerra traz a público, com tanta satisfação.
Isso porque, trazendo para Natal e o Rio Grande do Norte tão vasto e consistente material, ela não estará apenas enaltecendo, mas permitindo-nos compartilhar de tão significativa memória. Memória alta, nobre, ao mesmo tempo humana e doce, como um símbolo, um brasão de honra a quem lhe orientou pelos caminhos da vida; a quem lhe incentivou a preservar o culto à família - a maior glória de todos nós - dando-lhe os roteiros para a valorização de tudo quanto possa enobrecer e elevar a criatura humana que lhe deu o rumo certo, a rota a seguir, a escada de equilíbrio, o sentimento de humanidade que alumbra os seus olhos.
É madrugada neste 23 de maio, uma quinta-feira que prenuncia o final de semana. Escrevi quatro longas cartas e esta sincera e comovida apreciação (como sempre costumo fazer diante dos “quadros” que me emocionam e fascinam). Penso em seu pai que se orgulharia da filha inteligente, mas ele está no céu, junto com as estrelas, recebido que foi pelos anjos, e agora, cantando louvores ao Supremo!
Resumindo a expressiva impressão que me ficou desse arquétipo de ser humano moral, social, político e familiar de Lourival Bezerra, somente Nilo Pereira para encerrar esta minha singela apreciação. Nilo, que se tivesse visitado a exposição teria escrito uma crônica absolutamente maravilhosa, em “notas avulsas” no Jornal do Comércio, Recife/PE. Por isso, recorro ao seu pensamento lapidar, quando disse: “Que se pode dizer de um homem? Ele é a síntese da humanidade. E nele estão todos os séculos. Por isso a história é o seu juízo. Impossível esquecê-la na interpretação da vida. Que diriam os homens de todos os tempos do homem de hoje? Talvez, o mesmo que dizemos deles. O julgamento histórico muda o tempo e o espaço, mas não muda a essência humana.”
Bem haja! Bem haja a esta filha dadivosa, a filha de Lourival Bezerra, que dela mereceu tão elevada honraria e do público que esteve na Capitania das Artes, naqueles dias, minha mais inconteste admiração.

Parabéns!

Lúcia Helena Pereira

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