sábado, 2 de fevereiro de 2013

O DOBRE DOS SINOS DA MATRIZ DE N.SRA. DA CONCEIÇÃO ANUNCIA A CHEGADA DO SEU FILHO AMADO. A VIRGEM SORRI, ABRE OS BRAÇOS E RECEBE O SEU MENINO...

 BANDEIRA DA ACLA (ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES ) CRIADA POR PEDRO SIMÕES NETO E FUNDADA EM AGOSTO/2011.
CEARÁ-MIRIM/RN
BRASÃO DA ACLA
A LINDA FONTE DA PRAÇA BARÃO DE CEARÁ-MIRIM, DIANTE DA MATRIZ.
 PEDRO SIMÕES NETO E SUA ALMA GÊMEA - JAILZA
 
PEDRO, A FILHA BIANCA E O NETO
 
PEDRO RECEBENDO O TÍTULO DE CIDADÃO NATALENSE DAS MÃOS E GEORGE CÂMARA.
 
"INTERESSANTE, LUCINHA, SINTO ALEGRIA CADA VEZ QUE VOLTO AO VALE,. É COMO SE ALI HOUVESSE ALGO DE ESPECIAL QUE SE ABRE DIANTE DOS MEUS OLHOS E ME FAZ MENINO DE NOVO"... (P.S)
 
PEDRO SIMÕES CONQUISTOU AMIGOS, EIS LÉLIA SILVEIRA, UMA PROVA DISSO.
"AMIGOS! AS MELHORES COISAS QUE CHEGAM, DEPOIS DOS FILHOS E NETOS"  (PS)
 
JOVENTINA E PEDRO: IRMÃOS, AMIGOS, CÚMPLICES DOS MESMOS IDEAIS.
 
O ORADOR!!! O IMPROVISO ACOMPANHOU-LHE SEMPRE, DANDO BRILHO ÀS SUAS PALAVRAS E UM CERTO HUMOR LITERÁRIO.
PERO SIMÕES E O AMIGO-IRMÃO ARMANDO HOLANDA QUE MAL CHEGOU EM BRASÍLIA ONTEM, E AO SABER DO FALECIMENTO DO SEU AMIGO, VOLTOU NO OUTRO VÔO, CHEGANDO EM NATAL ÀS 23 HORAS DE 01-02-2013.
PEDRO EM REUNIÃO DA ACLA, EM CEARÁ-MIRIM/RN.
REUNIÃO DA ACLA
 REUNIÃO DA ACLA
 
REUNIÃO DA ACLA EM MARÇO;2011.
 
REUNIÃO DA ACLA
 "AS VEZES SINTO QUE JAMAIS SAÍ DE CEARÁ-MIRIM. O QUE SERÁ ESSE FEITIÇO QUE A NOSSA CIDADEZINHA PROVOCA"???
A BANDEIRA DA ACLA ABANANDO-SE AO SOPRO DO VENTO, ENQUANTO O CORTEJO FÚNEBRE PASSAVA LEVANDO O SEU GRANDE PRESIDENTE PARA A MORADA ETERNA.
PEDRO SIMÕES NETO, COM A PELERINE DA SUA AMADA ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES, À QUAL ELE CRIOU E FUNDOU EM 2011!
"SABE LUCINHA, EU ME LEMBRO TANTO DO SEU PAI - ABEL PREIRA. UM HOMEM BONÍSSIMO, SIMPLES, AFÁVEL! ESTAVA SEMPRE ALEGRE, O AZUL ILUMINANDO-SE NAQUELE OLHAR DE CÉU"... (PS)
 
ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES
PEDRO SIMÕES LADEADO PELA ESPOSA JAILZA E PELA ESCRITORA GERALDA EFIGÊNIA
LÚCIA HELENA E LEDA VARELA, ONTEM, NO VELÓRIO EM NATAL. JUNTO AO PRESIDENTE EM SEU ATAÚDE.
 
PEDRO SIMÕES E O SEU LINDO CÃO, EM MOMENTO DE DESCONTRAÇÃO NA SUA CHÁCARA, A "QUINTA DOS PIRILAMPOS".
EM CEARÁ-MIRIM APÓS AS HOMENAGENS E MISSA DE CORPO PRESENTE, ALGUNS MEMBROS DA ACLA
NUM ALTAR O BRASÃO DA ACLA
 
A BANDEIRA DA ACLA E O SOLAR ANTUNES
O ATAÚDE COM O CORPO DE PEDRO SIMÕES, PERTO DO ALTAR-MOR DA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO.
HOMENAGEM DOS MEMBROS DA ACLA

A LINDA FAMÍLIA DE PEDRO SIMÕES VELANDO SEU CORPO NOS INSTANTES FINAIS, NA MATRIZ, ANTES DO SEPULTAMENTO: A FAMÍLIA MARIA, UMA ESPÉCIE DE ETERNA CÚMPLICE, AMIGA DO PAI EM TODAS AS HORAS. 
A IRMÃ JOJÓ (JOVENTINA SIMÕES) QUE FICOU SEM O SEU BRAÇO DIREITO. BEM MAIS DO QUE IRMÃOS, JOJÓ E PEDRINHO ERAM UNIDOS PELA MESMA PROFISSÃO, MESMO AFETO, MESMAS VIRTUDES. ERAM VIZINHOS ...AGORA, ELA FICA SEM "DEDÉ", COMO CHAMAVA O IRMÃO... MAS TERÁ SEMPRE OS SOBRINHOS TODOS QUE AMA MUITO:
LUCIANA, MILENA, AMANDA, BIANCA, MARIA, PEDRITO A FILHA ADRIANA.
JAILZA SIMÕES: A ESPOSA DILETA E O FILHO PEDRITO.
"CREIO QUE SEMPRE ESTIVE EM CEARÁ-MIRIM, OU O CEARÁ-MIRIM ESTÁ SEMPRE EM MIM. NÃO CONHEÇO LUGAR MAIS BELO..." (PS)
          FAMILIARES DE PEDRO SIMÕES NA MATRIZ DE CEARÁ-MIRIM
  1.  
MEMBROS DA ACLA
CELEBRAÇÃO DA MISSA DE CORPO PRESENTE PELO PÁROCO DA MATRIZ - PADRE BIANOR, MIGO DE PEDRO SIMÕES.
NO DOBRE DOS SINOS DA MATRIZ, A ELEVAÇÃO DA PARTIDA DE PEDRO  SIMÕES
IMORTAIS DA ACLA REVERENCIADO O SEU NOBRE PRESIDENTE
LEDA VARELA E LÚCIA HELENA
ALTAR - MOR
MOMENTOS FINAIS DO SEPULTAMENTO. O ADEUS AO PRESIDENTE.
A NOVA N.SRA. DA CONCEIÇÃO PINTADA PELO ARTISTA JULIO, PARA O TETO DA MATRIZ.
E COMO SE HOUVESSE SIDO PREPARADO PELOS ANJOS, PEDRO SIMÕES DEIXOU ESTE MUNDO LEVANDO UM GIRASSOL ENTRE AS MÃOS, A PELERINE DA ACADEMIA QUE ELE CRIOU E HONROU!
E ENFIM, GUIADO POR ASAS DE ANJOS ELE SUBIU AO CÉU!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A ACADEMIA PERNAMBUCANA DE LETRAS INFORMA QUE "ANÊMONAS", LIVRO DA AUTORIA DE CIRO JOSÉ TAVARES, É O GANHADOR DO PRÊMIO "EDMIR DOMINGUES DE POESIA" - VERSÃO 2012 - COM ENTREGA DIA 25-01-2013.




CIRO JOSÉ TAVARES

A Academia Pernambucana de Letras comunicou, oficialmente, na data de hoje, que o livro Anêmonas, de autoria de CIRO JOSÉ TAVARES, foi o vencedor do prêmio EDMIR DOMINGUES DE POESIA, VERSÃO 2012. A entrega do prêmio será feita em sessão pública, dia 25 de janeiro de 2013, às 19 horas, durante as comemorações do 112º aniversário da Academia. Na mensagem recebida de Ciro, o mesmo acrescentou: "Não poderia deixar de repassar a informação pela amizade que mantemos ao longo do tempo. Aproveito a viagem para ir à Natal, rever os companheiros de lutas literárias e, especialmente, visitar dois amigos que atravessam dias difíceis: Pedro Simões, no Hospital do Coração, e Márcio Pacheco, na Policlínica do Alecrim." PARABÉNS meu amigo e colega de infância. Nossa UBE-RN - se orgulha de você". C.Tavares ****************************************** Encaminhado para divulgação pela UBE/RN, através de Carlos Gomes.

sábado, 15 de dezembro de 2012

"SONHOS DE LÚCIA HELENA PEREIRA" - UMA CRÔNICA QUE POR ACASO ENCONTREI NO GOOGLE E JÁ LUTEI PARA SABER COMO ENCONTRAR QUEM FEZ ESSA POSTAGEM PEGANDO-A DO MEU BLOG.


LÚCIA HELENA

Sonhos de Lúcia Helena Pereira 

 Seria pretensão morar numa casa de campo na Áustria? Essa casa existe e vou me hospedar por lá, por uns tempos...através deste blog.
   Sempre acalentei o sonho de passar uma boa temporada numa casa de campo, em algum lugar da Áustria, tipo chalé, com janelas adornadas de flores! Pretensão? Apenas um sonho que a poesia da vida me emprestou e eu guardei comigo, para poder compor mais poemas e ouvir, ao cair da tarde, a música das esferas, em noites de encantamento e de poesia, quando os anjos cantam à nossa alma e tocam as suas harmonias em cítaras astrais! 

 A MINHA CASA DE CAMPO

 Lembro-me dos slides que um cunhado (de saudosa memória), passava em sua residência da Marinha, tanto em Natal, como em Nova Friburgo e no Rio de Janeiro. Vistas fascinantes  do Brasil e de outros países. Uma noite, enquanto ele passava slides de várias paisagens, uma, em particular, prendeu minha atenção. Dentro de mim, a minha voz interior falou: essa é a sua casa de campo tão sonhada!
 O fato é que jamais tive grandes ambições. Menina do interior, convivendo entre familiares e as "crias da casa"; vendo e revendo cotidianos cheios de amenidades omo as feiras de todo sábado; as festas juninas; as procissões; os cortejos dos "anjinhos" (crianças falecidas) em ataúdes cobertos com jasmim vapor (flor de aroma forte) e minhas lágrimas logo rolavam dos rios dos meus olhos. A cidadezinha pacata só entrava em rebuliço na época dos festejos pelo dia da padroeira - N.Sra. da Conceição - em Ceará-Mirim (terra onde nasci e simboliza o meu poema de amor). 
Lembro-me com emoção, das idas constantes com meu pai, aos engenhos Guaporé, Oiteiro, Mucuripe, à Usina São Francisco e à nossa Fazenda Santa Águeda... 
E recordo, com nostalgia, que já vai longe o tempo em que os familiares recebiam e retribuíam visitas. Um tempo proustiano, diria Nilo Pereira, o fato é que todos os dias a nossa calçada da casa-grande, na Rua Grande, enchia-se de gente e aos olhos de uma menina que despertava para a sensibilidade das coisas, era algo notável. Esse tempo ficou pregado na moldura de luz do meu coração e, quantas saudades sinto, até hoje!
Em Natal, na maturidade, numa de minhas idas ao sul, conheci um sítio no Rio Grande do Sul, onde havia um chalé maravilhoso, pelo qual me apaixonei e o seu dono, apaixonou-se por mim. Santo Deus, o homem era viúvo e pai de seis filhos e eu não tinha o menor talento, àquele tempo, para ser mãe de tão grande prole. Esse sítio, maravilhoso, perto da linda praia de Torres/RS, era o próprio paraíso: o chalé - bem no estilo europeu - arrodeado de flores, sobretudo hortênsias de cores variadas, os ricos pés de frutas (peras, maçãs, uvas e os morangos perfilando os caminhos e muitos dos seus galhos beijando os parapeitos das janelas). Havia a poética lareira, na sala principal; a chaminé, com sua fumaça formando desenhos na densidade do ar (o frio era intenso)... 
Uma paisagem para sonhos e para os que sabem sonhar. Lembro-me do córrego deslizando pelas pedras e a vegetação perfumada. Esse cenário enchia meus olhos de uma luz como jamais vi, como se fosse uma grande concha aparando as águas dos olheiros de minha infância no vale verde.
 Queria uma casa no campo. Uma lareira, jarros de flores, o chocolate quente ou chá, colher morangos e peras, ouvir a música dos riachos, o canto dos galos, e a sinfonia dos pássaros festejando suas harmonias, sob um céu de anil.
 O meu sonho concretizou-se nas belas viagens que a vida me permitiu e a internet, como uma grande e escancarada janela, continua a vislumbrar meus olhos.
 E eu ganhei essa casa de campo, de algum lugar da Áustria, junto com belas e inesquecíveis valsas, quem sabe? talvez um Capitão Von Trapp, da "Noviça Rebelde", me convide para minha velhice naquela casa de Salsburg, junto ao grande e rio e me ofereça um anoitecer feliz, onde andaremos de mãos dadas, tomaremos sopas de legumes, degustaremos frutas colhidas por nós e eu, feliz, recebendo o meu neto nas férias e vendo-o correr por aquele verde-azulado, e eu, correndo sobre suas pegadas. Sonhar faz a poesia da vida. E hoje o meu sonho sorriu, abracei-o, amei-o e ele correspondeu com ares de felicidade.

 Lúcia Helena Pereira
2009

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A PADROEIRA DE CEARÁ-MIRIM, COMO EM TODOS ESSES ANOS, TERÁ MUITAS FESTIVIDADES E LANÇAMENTO DE DOIS LIVROS: O DE JEANE ARAÚJO E DE BOB MOTA!!!

A  LINDA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, EM CEARÁ-MIRIM, JÁ ESTÁ TODA ENGALANADA PARA AS FESTIVIDADES DO DIA DA PADROEIRA DO VALE. UMA FESTA COMEMORADA AO LONGO DOS ANOS.
E NÃO PODERIA FALTAR, EM MOMENTOS TÃO IMPORTANTES DURANTE TODO O MÊS DE DEZEMBRO, AUTÓGRAFOS DE LIVROS COMO DE JEANE ARAÚJO DIA 05 E DE BOB MOTA DIA 06, A PARTIR DAS 17 HORAS. TUDO ISSO E UMA DIVERSIDADE DE EVENTOS E ENTRETENIMENTOS.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

JEANE ARAÚJO VAI AUTOGRAFAR SEU LIVRO NO PRÓXIMO DIA 30-11-2012, NA LIVRARIA NOBEL DE PETRÓPOLIS.

JEANE ARAÚJO

JEANE ARAÚJO É DE ACARI/RN. UM DIA FEZ UMA VISITA AO VALE VERDE CEARAMIRINENSE E POR LÁ FICOU, ONDE EXERCE O MAGISTÉRIO COM TODO SEU AMOR. CONHECEMO-NOS EM 2011, ATRAVÉS DO NOSSO QUERIDO PEDRO SIMÕES NETO.

E ELA VAI CHEGANDO DIA 30-11-2012, ÀS 17:30, PARA AUTOGRAFAR SEU LIVRO - "MONTE DE VÊNUS" (POESIAS), NA LIVRARIA NOBEL DA RUA POTENGI, 634, PETRÓPOLIS.

POIS QUE SEJA BEM VINDA!!!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

"MAIS COISAS SOBRE NÓS NOS ENSINA A TERRA, DO QUE TODOS OS LIVROS, PORQUE OFERECE RESISTÊNCIA" - EXUPÉRY.

N.SRA. DA CONCEIÇÃO, EM DIA DE FESTA, CARREGADA EM SEU ANDOR, PARA PERCORRER AS RUAS DA CIDADEZINHA ONDE NASCI. TÃO LINDA, CHEIA DE SUAVIDADE, PARECIA SORRIR!!!
MEU PAI, MINHA MÃE E AS CINCO FILHAS - (A SEGUNDA DE CIMA PRA BAIXO, É IRMÃ DA MINHA MÃE, CRIADA POR ELA, APÓS SUA ORFANDADE).
LEMBRO-ME DESSA SALA, DO VITRAL DA PORTA QUE EU, PEQUENINA, NÃO SABIA DISTINGUIR A COR: SE GELO OU DE UM VERDE CLARINHO. PARECE-ME, ATÉ HOJE, OUVIR AQUELE RÁDIO COM MÓVEL, QUE PAPAI LIGAVA LOGO CEDO. 
NO MESMO AMBIENTE, O CONSOLE COM PEÇAS DECORATIVAS, FOTOGRAFIAS NAS PAREDES, O PIANO DE CAUDA DO LADO ESQUERDO DA SALA, OS SOFÁS, O TAPETE MARAVILHOSO...
 
O RIO ÁGUA AZUL, COM SUAS ÁGUAS MORNAS, BEIJANDO O CANAVIAL E, ATÉ HOJE, CORRENDO EM MINHAS SAUDADES...

As coisas imprevisíveis sempre me chegam, como hoje bem cedo, antes das seis da manhã, quando uma prima de quem muito gosto me telefonou, já  na calçada do prédio onde moro e e anunciou: "vou ao vale, resolvi há pouco, vamos? a gente toma café por lá"...

Na estrada, mesmo com os vidros do carro fechados, eu sentia os aromas da linda manhã. As árvores perfilando os caminhos; aqui e ali uma acácia amarela; vez ou outra, aparecendo como vagalumes, lá estavam as palmeiras abanando-se com seus longos leques verdes.
Quanta emoção e nostalgia nessa viagem intempestiva, como tantas outras que já fiz, levando-me a instantes de rara beleza,  transportando-me a um mundo distante e tão próximo. Um mundo puro, sem dores ou preocupações, sem angústias...

Passeamos pela cidadezinha lobateana, um mundo imerso em história contando coisas ao nosso ouvido. A minha prima entrou numa rua por trás do cemitério e em poucos instantes resolveu o seu "assunto" (que não me interessou).

Depois voltamos à rua principal. Lá estava o Solar Antunes com sua fachada imponente, testemunha de uma cena silenciosa e evocativa, que guardo, no repouso das coisas que respeito, e cultuo, porque pertenceram aos  que vieram antes de mim.

Uma viagem breve, eu sabia, sem passarmos pelos engenhos (ou  lugares que existiram sem resistirem aos tempos) transformados em escombros...

Entramos no mercado e tomamos "café pingado" com pão assado e pamonha. E trouxemos brote e tapioca molhada no coco (uma cena que reportou-me à última viagem de Enélio Petrovich com Miriam ao vale verde, com várias escritoras, e paramos, já de noite, no mercado e comemos as mais deliciosas tapiocas)!

Fico por aqui aguardando mais uma ida ao vale verde, meu santuário sagrado, templo de minhas mais gratas recordações.

Neste momento agradeço a Deus. Parece que há uma janela eternamente aberta diante dos meus olhos. É por ela que eu contemplo, a cada dia, a hora litúrgica em que os meus pensamentos rezam,

Amém!

sábado, 13 de outubro de 2012

O IDOSO E O TRABALHO - JORNALISTA E ESCRITOR: PÚBLIO JOSÉ.




 Há tempos uma dramática situação se arrasta indefinidamente sem ter das autoridades e dos profissionais ligados à atividade uma resposta convincente ou alguma providência. Trata-se da questão que envolve o idoso e o mercado de trabalho. Pois, enquanto a Medicina e a Farmacologia trabalham ininterruptamente para alongar o tempo de vida dos mais velhos, deixando-os, portanto, a cada dia em melhores condições de saúde, o mercado de trabalho os estigmatiza e, na maioria das vezes, os pune com o não emprego, a não oportunidade, a não chance. Enfim, com uma rejeição desumana até – certamente “pelo excesso de dias”. Este segmento, que agregou ao longo do tempo conhecimento precioso e muita experiência, vem sendo deixado ao relento do processo de tomada de decisões na grande maioria das empresas, sofrendo, com isso, um corte profundo na auto-estima e uma desvalorização constante na renda e no estilo de vida. É hora, então, de se perguntar: existe explicação para isso tudo? Tem explicação para este processo que, mesmo lento, porém de maneira inexorável, vem infelicitando e ceifando vidas de milhares e milhares de pessoas ainda em boas condições de trabalho? Lamentavelmente sim. Num período que abrange os últimos 20 a 25 anos, muitas transformações ocorreram relacionadas ao mercado de trabalho, principalmente no Brasil. Passamos praticamente, até os anos 80, por um regime de reserva de mercado no qual as empresas, na maioria dos casos, não se preocupavam muito a quem vender nem com a qualidade do que produziam. Na realidade, elas tinham muito mais pessoas interessadas em comprar do que a capacidade que elas tinham de produzir e de vender. Era um tempo de economia fechada ao mercado externo e de grande esforço exportador para gerar divisas necessárias ao pagamento da dívida. É bem verdade que o pleno emprego não havia, mas as entradas e saídas de funcionários eram mais lentas, gerando, com isso, um “turn-over” até saudável. Portanto, era natural a permanência dos profissionais durante um longo período nas empresas, com a conseqüente valorização dos mais antigos. Com a abertura dos mercados, no início dos anos 90, a realidade mudou radicalmente. A concorrência aumentou, as empresas nacionais passaram a ter acesso ao “modus operandi” das multinacionais, pelo fluxo internacional que se estabeleceu, e pelo qual tinham de reciclar e treinar rapidamente seus quadros, colocando para fora os que não se adequassem às novas tecnologias, uma febre de renovação varreu as empresas – e aí os mais antigos dançaram. Foram prejudicados não só pela obrigatoriedade rápida de atualização, mas – e principalmente – pela necessidade imediata que surgiu de se economizar nas folhas de pagamento. O negócio, então, era trocar o funcionário mais antigo, portanto mais caro, pelo mais jovem, de exigências salariais mais condizentes com a ocasião e com maior capacidade de aprendizagem da informática e de um novo idioma. Em seguida veio a globalização, sistema pelo qual os países que tinham maior capacidade de produzir mais e melhor a preços mais baixos ganhavam mais e mais mercados. Aí o peso dos custos sobre a folha de salários passou a ser ainda mais preocupante. Essas novas condições de mercado criaram um paradigma ainda mais forte relacionado aos idosos, pelo qual pessoas com idade entre 40 a 50 anos foram taxadas de velhas para muitas das atividades, enquanto as com mais de 50 anos passaram à classificação de idosas e até de ultrapassadas e obsoletas. Na outra ponta da questão, os progressos da ciência vieram acentuar a vida útil dos seres humanos, ampliando assim, cada vez mais, o conteúdo paradoxal dessa realidade. Tem saída para esse difícil contexto? O melhor remédio, para alguns entendidos no assunto, tem sido o de cultivar, no ambiente de trabalho, uma postura que venha aliar a juventude à experiência, empregando jovens e mais velhos de acordo com o direcionamento de mercado adotado por cada empresa. Esse, portanto, é um caminho que tem todas as condições de recuperar a auto-estima das pessoas, além de criar um ambiente de trabalho saudável e motivador. No entanto, se faz necessário, para o atingimento desse objetivo, a quebra de todo e qualquer preconceito. Do contrário, a empresa passa a ser uma cultivadora de paradigmas, se tornando, logicamente, inabilitada para implementação de programa de tal natureza. Pelo que se vê, tudo se resume a colocar um pouco de coração no planejamento e na administração das empresas, sem desgrudar os olhos, é claro, do faturamento. Dará certo? Aí a resposta fica com o tempo.


Públio José - jornalista (publiojose@gmail.com)